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Trump exigiu que Brasil barrasse China e zerasse taxas aos EUA para reduzir tarifaço, diz Jamil Chad

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Uma análise divulgada pelo jornalista Jamil Chade, correspondente do ICL Notícias em Genebra, afirma que o governo dos Estados Unidos apresentou ao Brasil uma série de exigências econômicas e comerciais como condição para evitar a imposição de tarifas sobre produtos brasileiros. Segundo o jornalista, as demandas constam em uma carta enviada pelo representante comercial norte-americano ao governo brasileiro no início do ano.

De acordo com Chade, o documento teria sido encaminhado em janeiro, durante as negociações comerciais entre os dois países, e propunha uma ampla abertura do mercado brasileiro aos produtos e interesses dos Estados Unidos.

Entre os principais pontos citados na análise estão a eliminação das tarifas de importação para bens industriais norte-americanos, permitindo a entrada desses produtos no Brasil sem cobrança de impostos de importação.

Outro item destacado seria a limitação da participação da China em setores estratégicos da economia brasileira, especialmente nas áreas de mineração e de terras raras. Segundo o jornalista, essa condição representaria uma restrição à autonomia do Brasil para definir seus parceiros comerciais.

A análise também afirma que os Estados Unidos solicitaram o fim das tarifas aplicadas ao etanol norte-americano exportado para o Brasil, tema que já vinha sendo discutido entre os dois países.

Um dos pontos considerados mais sensíveis por Jamil Chade envolve a regulação das plataformas digitais. Segundo o jornalista, a carta prevê que eventuais políticas públicas brasileiras relacionadas a serviços digitais e plataformas tecnológicas deveriam ser previamente discutidas com empresas norte-americanas do setor.

Na avaliação apresentada pelo correspondente do ICL Notícias, o conjunto de exigências representa uma proposta de ampla liberalização econômica e comercial em favor dos Estados Unidos, com possíveis impactos sobre a indústria nacional, a geração de empregos e a autonomia do Brasil na condução de suas políticas públicas e de suas relações internacionais.

Durante a análise, Chade também questiona declarações de autoridades norte-americanas e de setores da economia brasileira que defendem concessões nas negociações comerciais, argumentando que as condições apresentadas extrapolariam uma negociação tarifária e envolveriam temas ligados à soberania econômica do país.

Até o momento, as informações apresentadas por Jamil Chade correspondem à análise divulgada pelo jornalista sobre o conteúdo da suposta carta. Não há confirmação oficial, por parte dos governos do Brasil ou dos Estados Unidos, sobre os termos integrais do documento mencionado na análise.

Fonte: ICL Notícias