Internacional
Trump pede e Fifa libera jogador dos EUA expulso por árbitro brasileiro para as oitavas
A Federação Internacional de Futebol (Fifa) decidiu liberar o atacante norte-americano Folarin Balogun para disputar as oitavas de final da Copa do Mundo contra a Bélgica, após suspender os efeitos da expulsão sofrida pelo jogador na partida anterior. A decisão foi anunciada depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conversou por telefone com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, provocando forte repercussão no futebol internacional.
Balogun havia recebido cartão vermelho no confronto contra a Bósnia e Herzegovina e, pelas regras da competição, cumpriria suspensão automática de uma partida. No entanto, a Comissão Disciplinar da Fifa decidiu rever o caso e autorizou sua participação no duelo eliminatório desta segunda-feira (6) diante da Bélgica.
Segundo a imprensa internacional, Trump telefonou diretamente para Infantino pedindo a revisão da punição, classificando a expulsão como uma "grande injustiça". Após o anúncio da Fifa, o presidente norte-americano comemorou a decisão em sua rede social Truth Social.
A medida, porém, gerou críticas e levantou questionamentos sobre a independência das decisões disciplinares da entidade máxima do futebol. A Federação Belga manifestou surpresa com a mudança de entendimento e chegou a apresentar recurso, mas o pedido foi rejeitado, mantendo Balogun apto para enfrentar a seleção europeia.
A decisão também provocou reações de dirigentes e treinadores, que alertaram para o precedente criado pela reversão de uma suspensão automática durante uma Copa do Mundo. Entre as críticas está a preocupação de que futuras punições passem a sofrer influência de pressões externas, comprometendo a credibilidade das decisões da Fifa.
