Política

Lula celebra redução da jornada de trabalho e pressiona Senado por aprovação rápida

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A aprovação da PEC que reduz a jornada semanal de trabalho e acaba com a escala 6x1 foi comemorada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas redes sociais. O texto, aprovado pela Câmara dos Deputados, agora segue para análise do Senado Federal, onde o governo pretende acelerar a tramitação da proposta.

Em publicação oficial, Lula classificou a aprovação como uma “conquista histórica e civilizatória” e destacou que a medida representa um avanço na qualidade de vida dos trabalhadores brasileiros.

“A aprovação do fim da escala 6x1 com redução de jornada e sem redução de salário pela Câmara é uma conquista histórica e civilizatória, um compromisso assumido pelo governo do Brasil”, afirmou o presidente.

Lula também ressaltou que a proposta garante mais tempo de convivência familiar, descanso e oportunidades de lazer e estudo para os trabalhadores.

“Mais do que horas no relógio, estamos devolvendo aos trabalhadores e trabalhadoras o direito ao convívio com a família, ao descanso, a vida além do trabalho. As duas folgas semanais significam mais tempo para estudar, se divertir, cuidar da saúde e ver os filhos crescerem”, publicou.

O presidente ainda destacou o impacto da medida para as mulheres, afirmando que elas são historicamente mais afetadas pelas jornadas extensas de trabalho.

“É uma vitória sobretudo das mulheres que historicamente e injustamente enfrentam jornada superior desigual, uma medida que só foi possível graças à imensa mobilização da sociedade”, escreveu.

Nos bastidores, o Palácio do Planalto já atua para garantir apoio à proposta no Senado, mesmo diante de um cenário de tensão política recente entre o governo federal e a Casa. O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou que o presidente Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, devem retomar o diálogo para buscar a aprovação da matéria.

Enquanto isso, representantes do setor empresarial articulam no Senado possíveis mudanças no texto e defendem mais tempo para debate sobre os impactos da proposta.