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Rússia reforça apoio a Cuba após chegada de petroleiro em meio a tensões com os EUA

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Um petroleiro russo com cerca de 100 mil toneladas de petróleo chegou a Cuba nesta segunda-feira (30), em uma operação divulgada pela agência estatal Interfax e confirmada pelo Kremlin, que reafirmou a intenção de manter apoio à ilha mesmo diante das sanções dos Estados Unidos.


De acordo com informações publicadas pela agência russa Interfax e confirmadas posteriormente por autoridades do Kremlin, o navio Anatoly Kolodkin aguarda autorização para descarregar no porto de Matanzas, em Cuba.

A chegada do carregamento ocorre em meio a uma crise energética na ilha e marca a retomada do envio de petróleo após um período de restrições no fornecimento internacional.

O governo russo informou que a operação foi discutida com representantes dos Estados Unidos, mas ressaltou que considera essencial manter o apoio a Cuba, tratada como país aliado. Segundo o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, Moscou pretende seguir trabalhando para garantir novos fornecimentos diante do cenário considerado crítico.

Contexto internacional e pressão dos EUA
As tensões envolvendo o abastecimento de energia em Cuba se intensificaram após os Estados Unidos interromperem as exportações de petróleo da Venezuela para a ilha, além de ameaçarem impor tarifas a países que enviassem combustível ao país caribenho.

Apesar disso, há sinais recentes de possível flexibilização por parte de Washington. O presidente dos EUA, Donald Trump, indicou no domingo (29) que poderia rever a posição sobre o envio de petróleo a Cuba, o que abriu espaço para a chegada do navio russo.

Crise energética em Cuba
A escassez de combustível tem provocado impactos significativos no país, incluindo apagões e dificuldades no funcionamento de serviços essenciais. A chegada do petróleo russo pode aliviar temporariamente a situação, embora especialistas apontem que o volume não resolve o problema estrutural de abastecimento.

Diante desse cenário, a Rússia reforçou que continuará atuando para garantir suporte energético à ilha, sinalizando que novos envios podem ocorrer nos próximos meses.