Regularização Fundiária
Aliados do governador do Cláudio Castro (PL) afirmam que ele avalia deixar o cargo antes da retomada do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), prevista para a próxima semana. A estratégia, segundo interlocutores, seria tentar evitar a cassação do mandato, embora não elimine o risco de inelegibilidade.
A ação investiga suspeitas de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, envolvendo contratações no Ceperj e na UERJ. O caso ganhou força após denúncias sobre cargos sem transparência que teriam sido utilizados para beneficiar aliados durante o período eleitoral.
Nos bastidores, a avaliação é que uma eventual renúncia mudaria o foco do julgamento, retirando da análise a perda do mandato e mantendo apenas a discussão sobre inelegibilidade — o que reduziria os danos políticos imediatos.
O processo também tem como réu o deputado Rodrigo Bacellar (União Brasil), presidente afastado da Alerj. Ele foi retirado do cargo por decisão do ministro Alexandre de Moraes, no âmbito de investigação sobre obstrução de Justiça e vazamento de informações.
Mesmo diante do cenário adverso, aliados de Castro não descartam uma candidatura ao Senado nas eleições de outubro, caso ele consiga autorização judicial para concorrer enquanto recorre de eventual decisão.
A sucessão no governo do estado também preocupa o grupo político. Com a saída do vice e a situação judicial do presidente da Alerj, cresce a possibilidade de uma eleição indireta para definir quem comandará o estado até o próximo pleito.
Até o momento, dois dos sete ministros do TSE já votaram pela cassação. A presidente da Corte, Cármen Lúcia, convocou sessão extraordinária para dar continuidade ao julgamento ainda neste mês. A defesa do governador nega irregularidades e sustenta que não houve abuso de poder.