IPTU 2026
O Senado da Argentina aprovou, na quinta-feira (12), a reforma trabalhista impulsionada pelo presidente Javier Milei. O texto passou por 42 votos a 30, em uma sessão marcada por embates políticos e protestos nas ruas de Buenos Aires. A proposta agora segue para a Câmara dos Deputados, onde ainda pode sofrer alterações antes de eventual sanção.
A medida integra o pacote de reformas estruturais do governo de Direita e promove mudanças profundas nas regras de contratação, demissão, jornada de trabalho e organização sindical. Enquanto o Executivo afirma que a reforma moderniza o mercado e estimula a formalização, sindicatos e setores da oposição denunciam perdas significativas de direitos e enfraquecimento das garantias trabalhistas em meio à recessão econômica.
A exclusão do 13º salário, férias e bônus da base de cálculo diminui o valor final recebido pelo trabalhador dispensado sem justa causa.
Substitui parcialmente o modelo tradicional de indenização.
O fundo será administrado por instituições financeiras, com taxa de gestão — o que pode reduzir o valor efetivamente disponível ao trabalhador.
Empresas poderão dividir pagamentos judiciais em até:
6 vezes (grandes empresas)
12 vezes (pequenas e médias)
Isso retarda o recebimento de valores devidos ao trabalhador.
Antes limitada a 8 horas. Embora mantenha 12 horas mínimas de descanso, aumenta o desgaste físico e mental.
Horas extras podem ser compensadas com folgas, deixando de ser obrigatoriamente pagas com adicional.
Permite que o empregador compense horas sem pagamento imediato, reduzindo renda mensal do trabalhador.
Em casos considerados “ato voluntário de risco”, o trabalhador poderá receber:
Apenas 50% do salário-base por até três meses (ou seis, se tiver dependentes).
Nos demais casos:
75% do salário-base no mesmo período.
Férias poderão ser divididas em períodos mínimos de sete dias, mediante acordo — o que pode dificultar descanso contínuo adequado.
Exige funcionamento mínimo de 75% dos serviços durante greves, limitando o impacto do movimento paredista.
Impossibilita paralisações nesses setores.
Enfraquece a autonomia sindical dentro dos locais de trabalho.
Aumenta penalidades contra mobilizações trabalhistas.
Pode impactar a arrecadação da seguridade social.
Favorece empresas inadimplentes.
A reforma é defendida pelo governo como instrumento de modernização e formalização do mercado. No entanto, sindicatos e opositores afirmam que as mudanças representam redução de direitos, flexibilização excessiva e enfraquecimento da proteção trabalhista em um contexto de recessão e alta informalidade.