Regularização Fundiária
Onze dias após o rompimento de duas barragens de rejeitos de minério de ferro no Município de Mariana, Minas Gerais, a Samarco, empresa dona das barragens, finalmente assinou, nesta segunda feira (16), um termo de compromisso Socioambiental (TCSA) preliminar junto ao Ministério Público do Espírito Santo, o Ministério Público Federal e o Ministério Público do Trabalho.
O documento visa estabelecer ações e procedimentos nos municípios de Baixo Guandu, Colatina, Linhares e Marilândia, a fim de prevenir e mitigar os impactos socioambientais previstos com a chegada da lama tóxica nesta terça feira ao Espírito Santo. O material já chegou a Baixo Guandu e a prefeitura do Município já interrompeu a captação de água no Rio Doce.
Diferente do termo assinado junto aos órgãos competentes no Estado de Minas Gerais, o documento assinado no Espírito Santo não inclui ações ambientais, apenas sócio-ambientais e também não trata de destinação de recursos financeiros. No entanto, o não cumprimento do acordo resultará em multa diária no valor de R$ 1 milhão.
Conheça algumas das ações acordadas:
Abastecimento de água
Na tarde desta segunda feira (16), representantes da Associação dos Moradores de Regência, na foz do Rio Doce, em Linhares, e Associação dos Pescadores se reuniram com técnicos da Samarco a quem apresentaram reivindicações. A empresa estudou com os pescadores, locais para colocar barreiras de contenção para evitar que a lama chegue às áreas mais baixas de brejo.
Também foi acordada com os pescadores a contratação de barcos, e dos próprios pescadores para o serviço de instalação das barreiras de contenção e de monitoramento dos impactos. A empresa ficou de realizar uma ampla reunião de esclarecimentos com a comunidade nos próximos dias.
O termo assinado em Minas Gerais prevê a destinação de R$ 1 bilhão para garantia de custeio de medidas preventivas emergenciais, mitigatórias, reparadoras ou compensatórias, sejam elas ambientais ou socioambientais, decorrentes do desastre. A Samarco depositará em até 10 dias, o valor de R$ 500 milhões e, em 30 dias, apresentará as garantias em relação aos outros 50% do valor.
Também em Minas Gerais, após interditarem a Estrada de Ferro Vitória x Minas, da Vale, acionista da Samarco, os índios da etnia Krenak, que vivem na região de Resplendor, no Vale do Rio Doce, em Minas Gerais, tiveram suas reivindicações atendidas pela Vale. Eles receberam 8 mil litros de água mineral, além de 140 caixas d’água com capacidade para 2 mil litros cada.
Um caminhão-pipa com capacidade de 18 mil litros de água foi enviado para a região e será reabastecido de acordo com a demanda da população.
A estrada de ferro já foi liberada para a passagem do trem.