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Acidente em Guarapari - Reconhecimento de corpos pode levar até 30 dias

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A angústia de algumas famílias que perderam entes queridos no acidente em Guarapari, que matou 21 pessoas, pode durar até 30 dias. Este é o prazo máximo esperado para a identificação de 11 corpos que foram carbonizados e que dificilmente serão identificados por familiares. Os outros 10 corpos estão em condições de reconhecimento. A informação foi passada nesta sexta-feira (23) pelo secretário de Segurança Pública do Espírito Santo, André Garcia, que esteve acompanhando os trabalhos no Departamento Médico Legal – DML em Vitória. De acordo com Garcia, a identificação desses 11 corpos só poderá ser feita através de exames de DNA e a expectativa é que os resultados sejam conhecidos no período entre 10 e 30 dias. Aracruzense exemplo de luta morre em acidente em Guarapari

Dentre os corpos que permanecem no DML, está o da moradora de Aracruz, Maria das Graças Alves, de 62 anos. Dona Maria, ou Mariazinha, como era carinhosamente conhecida, vendia sombrinhas em frente a Banco do Brasil, pipocas na praça e brinquedos em festas que aconteciam na cidade. De acordo com Maria da Penha Andrade, amiga inseparável há uns 30 anos, ela e D. Maria costumavam viajar juntas para o Rio de Janeiro ou São Paulo pra comprar mercadorias, que ambas costumavam vender.

D. Maria viajou para São Paulo, na última terça-feira (20), para comprar brinquedos, que pretendia vender em duas festas prestes a ocorrer em Aracruz. “Ela me chamou para ir junto, mas dessa vez eu não pude. Foi coisa de Deus”, disse Penha à nossa reportagem.  

Ainda muito emocionada, Penha, que também é vendedora de cachorro-quente, afirmou que  D. Mariazinha era uma pessoa muito amada, ciumenta, amiga, guerreira e extremamente honesta.

A falecida era mãe de 3 filhos que moram em Belo Horizonte. A única filha que morava com ela em Aracruz, Maxilene Luana, de 28 anos, esteve em Vitória nesta quinta-feira (22) com o objetivo de reconhecer o corpo da mãe, mas foi orientada a retornar nesta sexta (23) para consultar uma psicóloga antes de tentar fazer o reconhecimento. Ainda não se sabe se o corpo de D. Maria poderá ser identificado sem o exame de DNA. Natural de Belo Horizonte, D. Mariazinha mudou-se para Aracruz há cerca de 40 anos e atualmente morava com uma filha no Bairro São Marcos.